Defesa de PM envolvido em confusão no ‘Muriçocas do Miramar’ contesta versão de tentativa de homicídio

Advogados classificaram prisão preventiva como uma medida “absurda” e “desproporcional” e apontaram influência política na decisão
A defesa do policial militar José Eduardo de Oliveira Filho, envolvido em uma confusão dentro de um camarote durante o desfile do bloco Muriçocas do Miramar, classificou a prisão do PM como “absurda” e “desproporcional”. Ele teve a prisão mantida nessa segunda-feira (23), após decisão da Justiça.

De acordo com a nota divulgada à imprensa, a defesa apontou que o policial agiu em legítima defesa “diante de injustas agressões iniciadas por um grupo de jovens que promoviam desordem e instabilidade no local” e que a acusação de tentativa de homicídio foi imposta “ignorando a realidade dos fatos e a ausência de qualquer indício de intenção de matar”.

“O Sr. José Eduardo é Policial Militar com longa e honrosa trajetória na segurança pública. Durante toda a sua vida funcional e pessoal, sempre prezou pela proteção do cidadão e pela manutenção da ordem, possuindo uma trajetória ilibada, sem qualquer mácula ou registro de problemas em sua conduta”, diz outro trecho da nota.

Decisão teria ‘influência política’

Os advogados de José Eduardo também apontaram uma suposta “pressão política” no caso porque as vítimas “possuem parentesco direto com figuras políticas de notória influência nos âmbitos municipal e estadual, o que parece ter conferido ao caso uma apuração distanciada da técnica jurídica”.

A defesa fez referência ao fato das vítimas da agressão serem filhos do deputado federal Mersinho Lucena (PP) e netos do prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (MDB).

Cícero se manifestou sobre o caso em entrevista à Rádio Correio 98 FM, destacando a atuação da polícia até a prisão do policial.

“Que isso sirva de lição para qualquer um que não se pode bater em mulher, em menores de idade, principalmente com a diferença física que ficou muito clara nos vídeos postados”, disse o prefeito.

Entenda o caso

José Eduardo, que atua como policial militar em Pernambuco, teria agredido dois jovens durante uma confusão generalizada dentro de um dos camarotes do bloco Muriçocas do Miramar, no dia 11 de fevereiro.

A prisão de José Eduardo foi decretada dois dias depois, no dia 13, mas ele só foi preso no último domingo (22). Desde então, está detido no prédio do 1º Batalhão da Polícia Militar da Paraíba, no Centro de João Pessoa.

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