GEOVANA OLIVEIRA
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A seleção brasileira feminina de vôlei perdeu neste domingo (26) a final da Liga das Nações (VNL) para a Turquia, por 3 sets a 1, em Macau, na China. O Brasil chegou à quinta decisão da competição e, mais uma vez, ficou com a prata, e prolonga um jejum de quase dez anos sem ouro em competições intercontinentais.
Era a quinta decisão do Brasil na competição, criada em 2018. Nas quatro anteriores, em 2019, 2021, 2022 e 2025, a seleção ficou com a prata. Também terminou em quarto lugar em 2018 e 2024.
Dessa vez, em um jogo foi equilibrado, com ralis longos de até 29 segundos e poucos erros das duas seleções, o Brasil venceu o primeiro set por 25 a 23, mas a Turquia buscou a virada e fechou os três seguintes por 25 a 23, 26 a 24 e 25 a 21.
No primeiro set, o Brasil abriu vantagem de até cinco pontos. A Turquia buscou aproximação com o bloqueio de Aydin e o ataque de Vargas, chegando a um ponto de diferença. O técnico brasileiro Zé Roberto orientou ataques pelo meio e bola alta, fugindo do bloqueio turco. Depois de saque de Vargas, Kisy fechou o set com uma bola alta, e o Brasil venceu por 25 a 23.
Em seguida, a Turquia buscou o empate e assumiu a liderança na metade da parcial, embalada por Vargas no ataque e Örge na defesa, chegando a três pontos de vantagem. O Brasil buscou o empate no fim, mas as turcas fecharam por 25 a 23.
No terceiro set, o jogo seguiu parelho, com o Brasil à frente por até dois pontos. Balad?n se juntou a Vargas e se destacou no ataque turco. Do lado brasileiro, destaque para a defesa de Roberta e o ataque de Ana Cristina e Bergmann. Rosamaria empatou em 23 a 23 e depois em 24 a 24, contornando o bloqueio turco, mas a Turquia virou e fechou o set por 26 a 24.
No quarto set, a Turquia abriu 3 a 0, com dois erros brasileiros no início, e chegou a ter a maior vantagem do jogo, de seis pontos. O Brasil buscou reduzir a diferença, empatou em 18 a 18 e chegou a virar por um ponto. As turcas, porém, retomaram a liderança e fecharam a partida por 25 a 21.
O Brasil chegou à final após eliminar o Japão por 3 sets a 1 nas quartas e superar a Itália, atual bicampeã da VNL, por 3 a 2 na semifinal, com 23 pontos de Ana Cristina.
A campanha teve desfalques por lesão. A seleção não contou com Julia Kudiess, uma das principais centrais do mundo, que liderava o bloqueio da VNL, com 42 pontos, antes de se machucar. Gabi, capitã e referência do time, também ficou fora, por desconforto lombar, assim como Tainara, com lesão no joelho.
A Turquia avançou em quarto lugar na fase inicial, eliminou o Canadá por 3 a 1 e bateu a China por 3 a 0 na semifinal, chegando à terceira final de sua história na VNL.
Uma vitória neste domingo daria ao Brasil o título inédito na VNL e encerraria um jejum de quase dez anos sem ouro em competições intercontinentais. A última conquista do tipo foi o Grand Prix de 2017.
Desde então, a seleção somou prata em Tóquio 2020, bronze em Paris 2024, prata no Mundial de 2022 e bronze no de 2025. Nas quatro finais de VNL, perdeu duas vezes para os Estados Unidos e duas para a Itália. A Turquia já foi campeã da competição, em 2023, e também levou a melhor sobre o Brasil na disputa pelo bronze olímpico de Paris.
O retrospecto direto, porém, favorece o Brasil. Nos últimos 11 confrontos, a seleção brasileira venceu sete, contra quatro da Turquia, e chega de três vitórias seguidas sobre as rivais. A Turquia venceu os dois duelos de 2023, ambos por 3 sets a 0.
José Roberto Guimarães, técnico desde 2003, tem como foco as Olimpíadas de Los Angeles, em 2028. O caminho passa pelo Sul-Americano, em setembro, no Maracanãzinho, que dá vaga olímpica ao campeão. No torneio continental, o Brasil venceu 15 edições seguidas, entre 1995 e 2023.