Levantamento da Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma) aponta que fraudes, desvios, sobreutilização de procedimentos, redundâncias e baixa resolutividade assistencial consumiram cerca de R$ 52,5 bilhões da saúde suplementar em 2024.
Segundo a entidade, o montante pode alcançar R$ 75 bilhões, considerando as faixas estimadas pelo estudo.
De acordo com a pesquisa, o custo dessas ineficiências supera em até duas vezes os gastos das operadoras com medicamentos de alto impacto clínico.
As despesas anuais com esses tratamentos, que contribuem para o controle de doenças, ampliam a sobrevida, melhoram a qualidade de vida dos pacientes e, em alguns casos, substituem intervenções mais intensivas, são estimadas entre R$ 30 bilhões e R$ 40 bilhões.
O levantamento “Saúde Suplementar em Transição: Acesso à Inovação e Valor Assistencial” reúne dados públicos da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), avaliações econômicas do setor e estudos técnico-científicos para analisar os principais desafios da saúde suplementar e os fatores que afetam sua sustentabilidade.
* com informações de Wilian Miron/conteúdo estado