Declarações de dirigente de cooperativa contra petistas geram repercussão em Monteiro

Um print de uma conversa atribuída a um representante da Cooperativa dos Produtores Rurais de Monteiro (Capribom) gerou forte repercussão nas redes sociais nesta quinta-feira (15). Na mensagem, o dirigente divulga um cartaz convidando para um evento em Campina Grande, no qual aparece como palestrante, e escreve:

“O convite se estende a todos do 22 que queiram participar… É claro, kkk! Menos petista… Lá é alimentos e não vende maconha, kkk”, escreveu.

A declaração provocou repercussão e manifestações de diferentes setores da sociedade. Uma delas foi feita pelo ex-governador da Paraíba e deputado federal eleito Ricardo Coutinho (PT).

“Eu quero repudiar veementemente as expressões preconceituosas e mentirosas do diretor da Capribom, Rubens Remígio, contra pessoas que votam no presidente Lula e contra petistas. Essa cooperativa foi objeto de muitas políticas importantes feitas pelo presidente Lula. Eu, enquanto governador, também fiz, assim como a presidenta Dilma. Com certeza, essa fala não representa a opinião dos membros da Capribom”, declarou Ricardo Coutinho em vídeo publicado nas redes sociais.

As manifestações atribuídas ao dirigente já haviam sido alvo de críticas nas redes sociais. Desde o fim da campanha eleitoral de 1º turno, segundo relatos que circulam nas redes e diversos print’s extraídos do grupo, ele teria restringido a participação dos cooperados em um grupo de WhatsApp, deixando o espaço acessível apenas aos administradores. Ainda de acordo com essas informações, o dirigente teria passado a compartilhar diariamente mensagens críticas ao PT e conteúdos de apoio ao candidato à Presidência da República do Partido Liberal (PL).

Após a repercussão do episódio, a Cooperativa dos Produtores Rurais de Monteiro (Capribom) divulgou uma nota oficial à imprensa sobre as mensagens atribuídas a um de seus representantes, relacionadas a posicionamentos políticos e compartilhadas nas redes sociais.

No comunicado, a cooperativa lamentou o desconforto provocado pelo episódio e pediu desculpas às pessoas que possam ter se sentido desrespeitadas pelas declarações. A instituição também afirmou que manifestações individuais não representam, necessariamente, seu posicionamento oficial.

Representantes do PT na Paraíba informaram que já registraram denúncias junto aos órgãos de fiscalização e que discutem a possibilidade de solicitar a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB). A iniciativa, segundo os representantes, tem como objetivo apurar questões relacionadas ao uso de recursos públicos pela entidade e à atuação político-partidária de integrantes de sua direção.

Em 2022, a cooperativa paranaense Lar, uma das maiores do agronegócio brasileiro, foi condenada pelo Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região (TRT-PR) a pagar R$ 500 mil por danos morais coletivos em um caso de assédio eleitoral. De acordo com a sentença, o diretor de uma unidade teria utilizado canais oficiais de comunicação da cooperativa para induzir os colaboradores a votar em determinado candidato à Presidência da República nas eleições daquele ano.

Veja a nota da Cooperativa: 

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